a noite era tanta
A noite. Tenho medo do tempo que parte ao chegar não consigo dormir. A morte é a mão que embala deitada sobre a cama. a alma repousa cru e nua. não imaginas de que cor é a fantasia prolongada. o outro lado da lua onde mora a escuridão. por entre as paredes que ressuscitam. o céu era triste. os ramos mais altos não alcançavam a luz dos olhos que brilhavam lembraste? A noite. O tempo morno junto ao mar do norte mãos dadas sobre o peito. Num leve sombrio jeito de cabelos carmesim deixados ao abandono por entre os dedos. Segredos da tua pele branca na minha boca a miséria obscura de quem não tem controlo sobre si lembraste? A noite era tanta. O vento forte Na fúria de ser livre. O sonho de te ter em mim.