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A mostrar mensagens de junho, 2014

Paisagem

O silêncio esgueira-se, no principio de cada palavra, um abismo. Olhas mas não vês, a tristeza. Montanhas como sombras ao longe gigantes de pedra que ameaçam ruir. As árvores indiferentes, a cada passo memórias afastadas de outros tempos e dentro de mim uma névoa de sentimentos. A  liberdade paira no céu, num rodopiar incessante sacudindo os meus sonhos tão leves como as gotas que por entre os dedos escoam.

Sobreviver

Se a minha alma sobreviver a todo este inverno cinzento  talvez consiga decifrar as linhas das mãos talvez saiba ignorar calmamente os caprichos da natureza ter a esperança, tão vã e doce de um  pêssego talvez gaste as minha horas sonhando Com um olhar  soturno  e  leve compreenda o qu ão delicadamente  é a alma.