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A mostrar mensagens de agosto, 2010

Tu

um quarto, e o olhar agora é de quem não sabe nada. não quero fazer perguntas depois de uma noite de temporal desfeita as palavras são vazias como só as palavras sabem ser... nada vale a pena. as gaivotas continuam a sobrevoar as ruas da minha cidade perdida e a ponte que ligava as margens...era uma miragem um limbo de passagem...digo "era" mas se nem existia? fui criada pela inestável cortina de águas que descem deste céu cinzento... e aqui estou eu, sentada na companhia de quatro cadeiras vazias a chávena de chá de tília esta intacta e o meu eu é um vulto, boneca inerte sobrevoando as ruínas de um cemitério...