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Pesadelo

É talvez o último dia deste pesadelo, o último suspiro desta era Eu sou a força dum abandono a mágoa duma tragédia a minha existência é uma mera coincidência toda a realidade olha para mim mas eu não significo. Existo. Nem mesmo a ausência de um amor me transtorna, já sei andar comigo. Sozinha. Ceguei, há tantos desejos em mim, não entendo a realidade. Não posso compreender porque, às vezes penso nessa gente, que como eu vagueia. (Suspiro.) É talvez o último dia deste pesadelo. É talvez o último dia, que perante as coisas, penso!

A sombra do incerto

A sombra do incerto um desvario, Vodka puro nas veias a cor azul diluída era meia-noite ou meio-dia? Os acordes da tua boca perduravam, como pássaros que flutuam num lago. Nem sempre fui assim, antes havia futuro haviam razões ou substância para o conceito da nossa existência. Parece patético, nos que tanto temos, tanto intelecto presos neste corpo cadavérico... A cinza amontoa-se nos cinzeiros , nas esquinas, o cheiro a sovaco, os uivos da consistência... Nem sempre fui assim, antes havia abril...