Ele (III)
A tua boca sobre mim murmura o desejo mais leve e louco de ser eu novamente eu, inocente e pura. É a vida lenta que passa os anos que se acumulam e esta inocência servida em taça aos loucos que se amontoam. O equilíbrio das estações deu lugar a esta forma autodestrutiva de quem dá tudo e com nada fica. Seus olhos tão castanhos, tão doces bem sei que não me ama, que apenas me deseja. Apenas isso ficou, amor.