O frio que gela as ruas que parecem colinas estreito os prédios que caem por cima da cabeça o céu. uma espécie de neblina que turva a vista o adeus. que fez o tempo parar. na eternidade vã dos dias amontoados de solidão. que se esvaem como fumo por entre os dedos. o desenho dos teus ombros intemporais teus lábios presos nos meus o medo subterrado nos escombros da ilusão Estas longe, tão longe...ainda sinto o teu olhar mergulhado no meu desejo. aquele infinito beijo preso na exactidão de cada pestanajar ainda sinto a cheiro do teu corpo caido no meu ventre os instantes tatuados tal e qual uma serpente que se enrola a meu lado.um sorriso que não consegue disfarçar a vontade leviana de o mundo transformar para que fosse nosso, só nosso, onde podessemos reinar.que o amor é este egoísmo inconstante de nos darmos só a um. de pertencermos a nenhum de sermos sós, no meio de tantos. de ficarmos juntos contando os minutos, fazendo planos A neve cobre os telhados, ao lon...
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A mostrar mensagens de janeiro, 2009
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Bárbara Sousa
Quão bela é a lua. tombada faz-se revelar o segredo mais simples preso em ti. em cada pestanejar tenho medo da fúria subitamente solta nos prédios e nas ruas o gesto dos membros apagados pelo o calor do silêncio tocas-me os subtis tornozelos. no sossego feliz das horas. sinto o deambular trémulo dos teus dedos. tombados cachos de cabelos sobre o tecto da nossa imensidão. sombras que se escoam no canto da tua mão Talvez estaja aqui, neste pedaço teu e de mim a razão. as memórias que pareciam eternas e que eram únicas em cada olhar vulto que se dilui na carne de cada instante olhar felino penetrante que desvenda as rotas sanguinarias da minha boca Vamos a cavalo sem destino. diz-me se é verdade ou mera esperança.que promete. e só promete que engana... Amor, quero sentir a tua pele enrugada ao tempo lábios gretados e poeirentos.quero-te por inteiro preso na teia espessa dos sentimentos algo tão puro que caí como uma cortina de crital sobre o dorso selvagem, ...
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Bárbara Sousa
Quando, cerrados os olhos, num pesadelo soturno o som da flauta ou do clarim se escuta ao longe uma miragem daquilo que fui não procuro mais abrigo. nua e crua me crucifico como irmã, amiga, amante da tua vontade faz de minh'alma tua vaidade. de mim prisioneira palavras? num calafrio falas sobre ti. emudeces o tempo num abraço e o medo que guardo de mim. silêncio, naquele espaço cativante e horrendo onde não me pertenci. do infinito à janela apenas um passo nos separa. meu amor, das memórias dum olhar. a luz intensa faz-nos respirar o som da matéria Sinto, os teus dedos entranhados. nos cabelos pensamentos entrelaçados. perfumes e cores mancham a tua pele. rubosto e esbelto braço que sufoca. a boca no contorno, os seios. rosto selvagem adormecido mãos deixadas ao acaso. fiéis à sua procura.certas do seu encanto enquanto, uma furtiva lágrima escorre morrendo, entrega-se à sorte...
Panamá
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Bárbara Sousa
Subi as escadas tenebrosamente como quem se aproxima dum abismo teu ar, teu gesto, teu corpo descoberto qual passáro negro caído sobre mim a vontade que roça o pescoço da agonia o sol que se ergue na tua boca. a imagem embriaguada. tua mão na minha Tecto inaudito nas horas escravas dos beijos que eram meus que eram teus os braços descaidos. sanguíneos poentes tua alma quente . ou louca por quem me enlouqueço eramos livres. lábios frementes olhar perdido indiferente ao mundo.esquecidos de tudo vázios no pensamento, rosto vago nublado pelo o crepúsculo dos sentidos alienados Por entre o supulcro de cristal. a tua mão detia o poder supremo, de vales orvalhados onde os meus olhos as cores combinam e a voz era um tom doce. o vento que as areias domina. já não tenho alento nesta hora onde o caudal dos sonhos retorcidos na cama. onde a luz da lâmpada luta com o dia. nesta hora de partir para o quotidiano imbecil. para o tédio das violetas agreste jardim dos cadávar...
Ontem
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Bárbara Sousa
Ontem, quando senti os teus dedos por entre o arvoredo no instante dos teus olhos parados em mim o tempo eternizou-se Senti-te e percebi que o mundo era uma floresta nas palavras que dizias havia promessas por entre as folhas deixadas ao abandono. O chão, a tua pele e a memória dos teus lábios tal e qual como um pássaro voavam na longitude do teu olhar, não sei que dizias era talvez o vento uivando por entre os rochedos havia colinas, na brisa do teu nome ecoava o mar ontem, esqueci os meus cabelos por entre as tuas mãos perdi os sonhos no crepúsculo daquela tarde quente no instante sedento daquele lugar...
Sweet Child
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Bárbara Sousa
Others people lives are just like mine if i close my eyes i will see the tears that you cry the pain that you feel deep inside if you take my hand and walk in to the forest you should see the dark side of me... But this is not the end beautiful friend... i listened to your voice fooling from the sky and then i realize i'm not alone no, i'm not alone, sweet child of mine! Can you picture me and you holding hands together again it could be the end of laughter and soft lies the end of nights we tried to die the end of strange days bodies confused, memories misused Can you picture this, beautiful friend running through the forest of our fear without feeling the ground running...running... free, so free like nothing can stop us now!