Recantos
Recantos de minha mente, repositórios de doses viciantes de lembranças fulminantes amarfanhado de corpos e suores... Vejo na sombra do vento os farrapos poeirentos da tua memória uma dor singular e ávida de ti escorre-me por entre mãos atadas... e a voz inaudível...do teu silêncio raspa com um canivete as tábuas do meu caixão... Neste convento de trevas apagam-se as velas que queimaram até ao fim. os olhos fecham-se em trêmula agonia por ente a obscuridade das seivas que se mesclam no puro prazer de violar. Tua pele branca. polpa de framboesa firmamento e lua. estranha beleza repleta de falsos pudores. cada sorriso preso no espartilho. o teu seio amoroso... Mas tudo isto é ilusório. pura fabricação aqui não existem fronteiras sou ser da noite, em desalinho e aflito feito apenas para sugar a medula ossea do teu olhar...