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A mostrar mensagens de março, 2008

"O Humano demasiadamente Humano"

sou um viajante ponto de chegada sou um viajante errante, sem estrada nao me prendo a coisa alguma nao há tempo a vida, toda ela, um momento desce a noite sobre o deserto até a aurora tudo me parece uma leve demora na descontinuidade sou um viajante onde os montes lançam-se a meu encontro onde as coisas que eram minhas simplismente nao são pois eu sou um viajante noutras frentes vejo a calma duma colheita espíritos livres veem a meu encontro tudo desaparece e o caminho esbate nascida a luz sou um viajante da "filosofia do meio dia" feita ela de brisa fluidez que me seduz
Uma onda! Aqui e ali... A minha mão sobreposta Na tua mão Asa de gaivota As nuvens roçavam o rosto Leviana paixão Minha perna descoberta A boca semi-aberta Sabes? A relva dá-me comichão... Uma onda! Aqui e ali... Uma gaivota Na minha mão Encostada no teu peito A planar fluidez da íris do teu olhar...

És mentira

No dramatismo encenado de cada gesto. No desfecho coreografado de cada momento. Na esfera ilusória do tempo vejo-te, absolutamente fulminante. Serás tu, talvez, aquilo que o olho percebe apenas a aparência que não transcreve o verdadeiro significado do ser Nem o gestualismo da teu vulto a tinta que escorre na enlouquecia do tumulto subordina o inconsciente. Serás tu, talvez, hipocrisia criadora de delírios fingidora de emoção mentiras que não valem a pena existir, e as quais tu chamas de paixão...