Sou
Olha para mim, sou pele cicatrizada sou o grito sufocado na garganta o corpo rasgado a alma vestida. sou este fantasma de mim que caminha sou eu! na forma mais primitiva do meu ser. que outra coisa poderia ser? (tremem -me as mãos) olha-me, de dentro para fora que o corpo apenas é uma carcaça... e nada mais importa! o tempo não é nosso é um intervalo entre o real e o imaginado e nada é concreto porque tudo foi criado. olha para mim, para o profundo e o infinito de mim. cada dia, sobrevivo-me.