Não me queiras amar, se eu não te pedir. Nem desejes aquilo que não te ofereço Não ponho a gargantilha. Não quero a tua afeição. Não mereço! Digo-te isto, porque sou livre, como uma alma que o corpo deslumbra adormecido não me queiras conhecer, este meu negro coração, independente! O amor não se escolhe, acontece! Não me peças para te acompanhar, pára! Nem sei onde vou... Mas teimo em voar, sou livre, Na saudade, não me importa o mundo lá fora. Livre na minha dor. Na minha cama, custa a crer que estou sozinha nos ambos lado a lado, corpos desencontrados não sei qual de nós é mais desgraçado... Não sei, não sabe ninguém este jeito, o jeito de amar tanto, num desespero de querer.. Já esqueci depois, e o meu fado é ser livre. Tenho a certeza que até na pobreza serei mais feliz do que contigo. Isto é sincero, não penses que te desgosto. Quem sabe se é para ti, isto que escrevo não queiras pensar isto ou aquilo, pois nada te digo, aquilo que sinto é comig...