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A mostrar mensagens de julho, 2008

Esperança

Sinto cada célula a desagregar o corpo a fraquejar será paixão. ou medo todo o que chega as minhas mãos não me pertence meu espírito hesitante teme o futuro expectante tortura-se com o passado com as memória, previsões antecipadas impulsos que tentam me estrangular impulso que tentam me envenenar impulsos que me dominam que aterrorizam a minha existencia... Sinto pouco mais que uma gota de suor pouco mais que uma lagrima e o pouco depressa se transforma em nada...

Habitas em mim

habitas em mim. na longitude da minha pele na ternura do meu olhar, como se fosse milenar o calor dos teus dedos a sensação perfeita, cadencia de cada nota habitas em mim.eu vejo-te e perco-me os teus olhos são luas um céu onde correm palavras existe sempre, no meu corpo, a memória do ontem o sabor do amanhã habitas em mim. esqueci o meu nome sou vento agrestre, palavra proferida por ti são os instantes da vida

Hoje

hoje, quando senti a ondulação do mar,aguarrei os cabelos sonhos desfeitos na iris do teu olhar naquele espaço infinito teu rosto adormecido palavras flutuantes cristalizam os sentidos onde cada toque era unico cada som, cada gesto céus silenciosos se erguiam por entre a minha voz suave, melancolica debroçada no teu peito num suave doce jeito perdi-me na loucura da tua boca...

bolor

O bolor dos dias vagos das horas adormecidas corre pelas veias...em agonia paredes lúgubres manchadas de cólera de secreções amareladas onde crescem fungos nas janelas Sinto na pele organismos estranhos líquidiz turva e espessa compressas de tortura cobrem as feridas que não saram os dias que não passam as nauseas estonteantes corredores húmidos cadeiras bambas... sobre chão decomposto... Por entre os cheiros a enfermidade todos os momentos felizes se esvaem da imaginação num estado tão frágil o mundo perde-se na minha mão...

Momento

Na suavidade do teu dorso senti a essência da loucura na tactidez da tua pele na abstracçao de cada linha nossas bocas feitas de mel naquele instante que as unia Por entre os dedos esticados o sabor da lua uma luz meiga soturna reclinada sobre o teu peito num leve doce jeito de cabelos tombados como cachos de uva...
poderia ser como um pássaro a sombra do teu enlaço poderia ve-la a voar a luz do teu olhar poderaia ser apenas um sonho ou penumbra dum abandono poderias ser tanta coisa coisa imensa coisa minha certamente seria menos enfadonho que esta estúpida teimosia