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A mostrar mensagens de abril, 2021

Frøya

Sou deleito dos teus olhos, amor. meus cabelos de cobre estendidos por entre as dunas do feitiço deste céu, suavemente, pigmentado. As lágrimas que chorei noutras eras hoje reluzem como âmbar e ouro por entre as vestes, delicadamente, de outras quimeras meus peitos adormecidos dão conforto a outros pensamentos. Sou eu quem escolhe os valentes  quem ama os guerreiros o campo Fólkvangr não é  lugar para o teu amor fraco e inconstante  aqui ergue-se a vitória que sobrevoa  as colinas do entardecer como um falcão. Por isso, não me procures mais sou líder das Valquírias  apenas dos bravos me ocupo e a tua alma, sem mim,  andará perdida, sem rumo. Amor, debaixo desta constelação  deito-me e vislumbro esta corrente que me empurra  para sempre...

Anjo alado

  O orgulho de ser quem sou Emerge das catacumbas do Apocalipse  sou eu quem nada contra a corrente.   Da lama saem os sapos  mas não me alcançam  do alto do voo avisto aquilo que outrora significou  a minha coroa de louros  traz bom presságio  Afugenta o mau agoiro,  a lâmina da tua língua. Por mais que me tentes afastar do meu destino.   Agora corro, não caminho o tempo deixou de existir na velocidade de ir e chegar  todos querem estar a meu lado.   Mas, amor, não me confundas com um anjo alado... Sou eu quem conduz o carro perante a Vitória, quem destrói e reluz do alto, quem escreve a sua própria história.