A sombra do incerto
A sombra do incerto um desvario, Vodka puro nas veias a cor azul diluída era meia-noite ou meio-dia? Os acordes da tua boca perduravam, como pássaros que flutuam num lago. Nem sempre fui assim, antes havia futuro haviam razões ou substância para o conceito da nossa existência. Parece patético, nos que tanto temos, tanto intelecto presos neste corpo cadavérico... A cinza amontoa-se nos cinzeiros , nas esquinas, o cheiro a sovaco, os uivos da consistência... Nem sempre fui assim, antes havia abril...