O corpo é a tua ausência
A tua ausência é o tempo olhos presos na montanha não me arrependo das vezes que me perdi por entre as mãos e as palavras nunca antes faladas. Subitamente os sentimentos transformam-se em nódoas de sangue Choro, porque só as lágrimas podem expressar a agonia entre a escuridão. num desatino murros contra o ar. eu disse amo-te Disse que tinha medo. lancei ao chão a raiva os dias já não existem só a distância Animais mortos, dissecados, degolados, desmembrados, decapitados, esquartejados, massacrados. vagueiam por entre as esquinas o sangue escorre entre os dedos à noite o meu corpo é a tua ausência.