Ele (I)
Sinto o teu amor a diluir devagar,
como fumo por entre as colinas
deste novo amanhecer.
Ele veio, sentou-se no teu trono, vestiu as tuas vestes
e, insaciável, olhou-me como quem vislumbra
a mais bela esfinge.
Adorou-me como o sol.
Novamente, o latejar da tragédia.
Não ouso dizer o teu nome,
com medo que me ouças
e estremeças por entre as estrelas
ocultas na penumbra.
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