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Moon-flower

A fading blue instant I look it's so easy to breathe your essence inside of me above us a empty sky  colored in black and words sound like velvet. I can see through your eyes That a dreaming moon-flower has died lost in this painful feeling of emptiness in a instant, disorder in my heart for the pain that's yet to come in this no predicted paradise a fading blue instant I felt your fingertips touching my lips under us this feeling of belonging I wish I could inhale the unspoken words and drown in their emptiness Holding this moment for ever more.

Soul, my soul

I call your name upon the mountains Every time I close my eyes and see your evil face the skies fade to black and blood rains from above. I am lost in a silent void why have you abandoned me? Inside of my gloomy heart a dark flame burns The cold moon is rising, over my empire of shadows as nightfall closes in I know the time has come To end this empty life, soon I’ll be free, free Soul, my soul shall be immortal Come and take my life all this misery I feel inside... Look deeply in my eyes, as life fades away. The tears have tamed me where do I go where do I go from here? Everything is so empty I must end this suffering, dark angel from below Bring freedom to my soul!!! I say your name to the fierce winds Deep inside, I feel your pulse To silence this pain I must die Soul, my soul shall be immortal Come and take my life All this misery I feel inside... For my heart it is too late For my heart it is too late For my heart it is too late Soul, my soul ...

O corpo é a tua ausência

A tua ausência é o tempo olhos presos na montanha não me arrependo das vezes que me perdi por entre as mãos e as palavras nunca antes faladas. Subitamente os sentimentos transformam-se em nódoas de sangue Choro, porque só as lágrimas podem expressar a agonia entre a escuridão. num desatino murros contra o ar. eu  disse amo-te Disse que tinha medo. lancei ao chão a raiva os dias já não existem só a distância Animais mortos, dissecados, degolados, desmembrados, decapitados, esquartejados, massacrados. vagueiam por entre as esquinas o sangue escorre entre os dedos à noite o meu corpo é a tua ausência.

Pesadelo

É talvez o último dia deste pesadelo, o último suspiro desta era Eu sou a força dum abandono a mágoa duma tragédia a minha existência é uma mera coincidência toda a realidade olha para mim mas eu não significo. Existo. Nem mesmo a ausência de um amor me transtorna, já sei andar comigo. Sozinha. Ceguei, há tantos desejos em mim, não entendo a realidade. Não posso compreender porque, às vezes penso nessa gente, que como eu vagueia. (Suspiro.) É talvez o último dia deste pesadelo. É talvez o último dia, que perante as coisas, penso!

A sombra do incerto

A sombra do incerto um desvario, Vodka puro nas veias a cor azul diluída era meia-noite ou meio-dia? Os acordes da tua boca perduravam, como pássaros que flutuam num lago. Nem sempre fui assim, antes havia futuro haviam razões ou substância para o conceito da nossa existência. Parece patético, nos que tanto temos, tanto intelecto presos neste corpo cadavérico... A cinza amontoa-se nos cinzeiros , nas esquinas, o cheiro a sovaco, os uivos da consistência... Nem sempre fui assim, antes havia abril...

Fúnebre

Sem dirigir o olhar, caminhei ao lado daquele homem sinistramente belo. O seu tom de voz era forçado, impessoal, reprimido. Como se por detrás dos seus olhos azuis houvesse um mundo cadavérico e inabitável. Imperava o desejo humano e frágil de fugir. Seguir o meu caminho, sem olhar atrás. "Mas ele não me deixaria escapar"-pensei eu- O ar era denso, frio, fúnebre...os movíes estavam cobertos de pó e de acordes de valsas tão antigas como aquele piano negro. Havia uma luz ao fundo do corredor, penso que seria um candieiro de petróleo... Não me atrevia a especular sobre o terrivel segredo protegido por aquelas paredes espessas e cortinas voluptuosas.. Fechou a porta para não deixar entrar a luz das estrelas. Disse-me que tinha pavor a claridade. Que o silencio fala, o silencio cala. nas ruínas da imensidão... Súbitamente sussurou-me ao ouvido "quero o teu beijo lunar. o medo que fica preso entre os dedos." Os meus lábios estavam cristalizados ou seriam ...

Tu

um quarto, e o olhar agora é de quem não sabe nada. não quero fazer perguntas depois de uma noite de temporal desfeita as palavras são vazias como só as palavras sabem ser... nada vale a pena. as gaivotas continuam a sobrevoar as ruas da minha cidade perdida e a ponte que ligava as margens...era uma miragem um limbo de passagem...digo "era" mas se nem existia? fui criada pela inestável cortina de águas que descem deste céu cinzento... e aqui estou eu, sentada na companhia de quatro cadeiras vazias a chávena de chá de tília esta intacta e o meu eu é um vulto, boneca inerte sobrevoando as ruínas de um cemitério...