O Sal de Agosto
Por entre
vinhos escarlates,
o teu sorriso num entardecer.
Ao fundo, no Largo do Chafariz,
o deslumbre do pratum que ecoa.
Desço a Bacia do Prata suavemente,
como quem desliza por entre os jacarandás.
Avisto o teu vulto.
A aragem trava-me os movimentos.
Paro. Olho a janela infinitamente.
É aqui que beijas os lábios de cereja?
Sem me dar conta,
vejo que estás enamorado de outra.
Não tenho a ousadia de subir a escadaria.
Como poderia atormentar-me
com um destino terrível?
Querer quem não ousou partir.
A minha voz é purificada pela luz da tarde
que refrescou.
E nada me resta, anjo meu,
senão este mês de agosto,
onde jaz o sal na ondulação do mar.
o teu sorriso num entardecer.
Ao fundo, no Largo do Chafariz,
o deslumbre do pratum que ecoa.
Desço a Bacia do Prata suavemente,
como quem desliza por entre os jacarandás.
Avisto o teu vulto.
A aragem trava-me os movimentos.
Paro. Olho a janela infinitamente.
É aqui que beijas os lábios de cereja?
Sem me dar conta,
vejo que estás enamorado de outra.
Não tenho a ousadia de subir a escadaria.
Como poderia atormentar-me
com um destino terrível?
Querer quem não ousou partir.
A minha voz é purificada pela luz da tarde
que refrescou.
E nada me resta, anjo meu,
senão este mês de agosto,
onde jaz o sal na ondulação do mar.
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