La Pagerie

O perfume das rosas desfez-se

por entre a ressonância dos dedos

a porcelana perfumada do chá. 

Já despoja do império, sorri...

Vestida de seda,

de fluidas memórias.

 

A sua voz é atemporal.

Ecoa por entre os espinhos 

do castanho avermelhado que ondula,

sobre o seu rosto reclinado 

por entre pinturas, cartas e esculturas.

 

O tempo banhado em azul-turquesa.

E tu voltaste a La Pagerie,

entre hibiscos de folhagem exuberante,

onde a natureza ganhava espirito absoluto.

E as essências do jasmim evaporam-se. 

Em cada infusão,

o som das ondas. 

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